Martin Luther King
Líder da população negra norte-americana, nasceu em 1929, em Atlanta, e morreu
assassinado em 1968, em Memphis. O seu protagonismo foi decisivo para a
declaração de inconstitucionalidade da segregação racial dos negros. Eloquente
ministro baptista, liderou o movimento a favor dos direitos civis da América
Negra nos anos 50 até ao seu assassinato em 1968. Em 1955 uma mulher negra
tinha-se recusado a ceder o seu lugar sentado no autocarro a um passageiro
branco, pelo que fora presa por violar a lei da segregação racial. Os activistas
negros formaram em Montgomery uma associação com o objectivo de boicotar o
trânsito e escolheram Luther King para seu líder. O boicote durou 381 dias e em
1956, o Supremo Tribunal declarou inconstitucional a lei de segregação nos meios
de transporte. Entre 1960 e 1965, a influência de King atingiu o auge. Em 1960
foi preso e o caso assumiu proporções nacionais. A estratégia de liderar um
movimento activo mas não violento levou à adesão de muitos negros e de brancos
liberais em todas as partes do país, tendo estas acções contado com o apoio da
administração Kennedy. Em 1963, mostrou ao mundo a importância de resolver os
problemas raciais através de uma marcha pacífica em Washington pelos direitos
humanos, em que participaram mais de 200 000 pessoas. Nesse dia proferiu a
célebre frase "I have a dream" num discurso em que fez uso de frases bíblicas,
no qual proferiu o seu sonho de um dia ver brancos e negros juntos. Em 1964 foi
aprovada a lei que acabaria com a segregação racial. Recebeu o Prémio Nobel da
Paz em 1964. A 4 de Abril de 1968 foi morto por um atirador quando estava na
varanda de um hotel com alguns acompanhantes. Em 1969 a acusação recairia sobre
o branco James Earl Ray, que foi condenado a 99 anos de prisão. O Congresso
americano votou a favor de um feriado nacional em sua honra, que começou a ser
celebrado a partir de 1986 na terceira segunda-feira de Janeiro.
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